segunda-feira, 24 de março de 2014

Saga - Homo Sapiens (1976)



A banda Saga, apesar de ter sido uma das mais originais bandas portuguesas dos anos 70, teve um percurso bastante efémero, tendo gravado apenas um disco, com o título de “Homo Sapiens”, e por essa razão o nome da banda é hoje praticamente desconhecido dos portugueses. Liderada por João Luis Tinoco, os Saga lançam com “Homo Sapiens” um dos discos mais aclamados pela crítica nesse ano, com temática centrada em torno da criação do Mundo e da sua quase destruição pela Segunda Guerra mundial, com especial destaque para o lançamento das primeiras bombas atómicas. Trata-se de mais um álbum de rock progressivo sinfónico, numa vertente bastante experimental à imagem de muitos registos musicais dos anos 70. Apesar da contemporaneidade que se quis retratar com aquele trabalho musical, para além das letras escritas por João Luis Tinoco, foram adaptados muitos poemas de poetas da portugueses da Alta Idade Média, como é o caso de Nicolau Tolentino e Sá de Miranda.



Apesar de estarmos perante um dos mais importantes discos já alguma vez gravados, não existe ainda por parte de qualquer editora portuguesa, a sua reedição em cd. Este disco foi reeditado apenas por uma editora coreana em 2001, sendo hoje um dos discos de vinil portugueses mais procurados no mundo inteiro.

informação retirada de um post publicado No bairro do vinil, que concelho a visita

Visto a dificuldade que é arranjar este álbum em formato físico, visitem: http://4n04vo.1fichier.com/ 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Pop Five Music Inc.

pop five music incorporated

video

O grupo formou-se no Porto, em 1967. Os elementos da banda eram David Ferreira , António Brito , Paulo Godinho, Álvaro Azevedo e Luís "Pi" Vareta.
Os Pop Five Music Incorported vão gravar a Londres, nos Estúdios Pye, os seis temas dos três singles lançados em 1971 e 1972. Em 1971 participam no Festival de Vilar de Mouros, ao lado de nomes como Manfred Mann e Elton John. Em 1972, alguns dos membros são chamados a cumprir o serviço militar obrigatório e Miguel Graça Moura abandona o grupo em Outubro desse ano. 35 anos depois a formação inicial reúne-se num espectáculo na discoteca Estado Novo. Em 2004 foi editada a compilação "Odisseia - Obra Completa 1968-1972" que inclui um DVD com o concerto de reunião.

video

Singles e EP's
Those Where The Days (EP, Orfeu, 1968)
 Ob-la-di Ob-la-da (EP, Orfeu, 1969)
 Menina/Homens do Mar (Single, Orfeu, 1970)
Page One/Ária (para a 4ª Corda) (Single, Orfeu, 1970)
Orange/Mission Impossible (Single, Orfeu, 1971)
Stand By/Golden Egg (Single, Orfeu, 1971) (Orfeu Sat 826)
Take Me To The Sun/Hell Of a Doll (Single, Orfeu, 1972) (Orfeu Sat 835)
No Time To Live/That's The Way (Single, Orfeu, 1972)

ÁlbunsA Peça (LP, Orfeu/Arnaldo Trindade, 1969)

Concerto de 10 Mil Anos Depois Entre Vénus e Marte


Concerto de 10 Mil Anos Depois Entre Vénus e Marte , de José Cid, é na Aula Magna, em Lisboa
A 11 de abril a sala lisboeta recebe a recriação do álbum prog-rock de José Cid, contou o músico à BLITZ.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Arte e Ofício


Arte e Ofício - Contradiction

Em 1976, apareceu sobre a cidade do Porto a estrela de Belem, pois nesse ano nasceu a banda Arte e Oficio, e esta qualidade só é explicada pelo facto de terem sido tocados pela mão de Deus.


Arte & Ofício surgiu em 1976, quando Sérgio Castro (baixista) e o  António Garcez (vocalista), dois ex-Psico, decidem formar um grupo de rock. 
A eles juntam-se Álvaro Azevedo (baterista) , Fernando Nascimento e Serginho (ambos guitarristas). 
O seu primeiro trabalho é um single com "Festival" e "Let Yourself Be", depois outro single com "The Little Story Of Little Jimmy" e "Quibble". 
Nestes dois trabalhos é notório o profissionalismo da banda e, sobretudo, descobre-se um verdadeiro performer em Garcez. 
No ano do lançamento dos singles fazem a primeira parte dos alemães Can (uma das minhas bandas de eleição) no Pavilhão dos Desportos de Lisboa. Neste ano sai o Maxi Single (o primeiro da história da música nacional) "Come Hear The Band" e "O Cacarejo da Galinha".  
Em 1979 é editado "Faces", o seu trabalho de longa duração, com duas faces bem distintas: uma face rock e uma face jazz rock . 
Quando se pensava que a banda estava para durar sofre um rude golpe com as saídas de Serginho e Garcez (este último para formar os Roxigénio). A banda recruta André Sarbib e grava "Marijuana". 
O seu último LP "Danza" não se conseguiu impôr. Pouco tempo depois do lançamento do disco, e perante as poucas solicitações para concertos, o grupo dá por terminada a sua carreira.


DISCOGRAFIA:
 Festival - Single 1977
The Little Story Of The Little Jimmy - Single 1977
Come Hear The Band - Maxi-Single - 1979
Faces - LP - 1979
Marijuana - Single - 1980
Danza - LP - 1981



Informações e imagens retiradas dos site/forum:
http://www.spirit-of-rock.com
http://irmandademetalica.forumeiros.com/t2545-arte-oficio

sábado, 19 de outubro de 2013

10.000 anos depois entre Vénus e Marte (José Cid)

10.000 anos depois entre Vénus e Marte é um álbum de rock progressivo de José Cid, um dos poucos álbuns de rock espacial em Portugal, editado pela Orfeu em 1978.

Embora pouco conhecido em Portugal (como era de esperar), tem sido bastante mais aclamado no resto do mundo, chegando mesmo a ser incluído numa lista de 100 melhores álbuns de rock de todo o mundo de todos os tempos.

É também reconhecido como uma obra "excelente para qualquer colecção de Música Progressiva" no sitio dedicado à música progressiva mundial progarchives.com, onde ocupa o quarto lugar nos álbuns progressivos de 1978.

In your face, Rui Veloso (seu pseudo-pai do rock em Portugal).

10.000 anos depois entre Vénus e Marte é uma presença constante no sítio progarchives.com, considerado um "Disco essencial e uma obra prima do rock progressivo" . Com base em ficção cientifica, o conceito é que, 10.000 anos depois da auto destruição da humanidade, um homem e uma mulher viajam de regresso para a Terra para a repovoar novamente. O tom das músicas é de contemplação sobre os erros do passado da humanidade e de esperanças futuras. A maioria das canções é influenciada por bandas como Moody Blues ou Pink Floyd. O álbum foi composto por Cid, com ajuda em algumas músicas pelo guitarrista Mike Sergeant e pelo baterista Ramon Galarza. É uma viagem de rock sinfónico espacial dominada por Mellotron, sintetizadores de cordas e outros, com suporte de guitarras, baixo e bateria.
(by wikipedia.org)

Imagens do disco:
10.000 anos depois entre Vénus e Marte

Tendo em conta o elevado preço deste albúm (nunca menos de 200€), aqui fica o link para baixar o 10000 anos depois entre Venus e Marte . Mas lembra-te a pirataria é feia...

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Xarhanga

Era uma banda de Lisboa, fundada em 1972, percursora do heavy metal em Portugal e do qual fazia parte Júlio Pereira. Foram a única banda do género que conseguiu gravar um disco antes do 25 de Abril. Em 1973 editam "Acid Nightmare" e já com a colaboração de Zé da Cadela - um dos melhores bateristas da altura -, voltaram a gravar ainda nesse mesmo ano o single "Great Goat", registo efectuado e misturado nos estúdios PolySom em Lisboa.


A banda era constituída por Júlio Pereira (guitarra, piano, ex-The Playboys, ex-Petrus Castrus), Carlos Cavalheiro (voz, futuro Alarme), Rui Venâncio (bateria no primeiro disco), Zé da Cadela (bateria no segundo disco, ex-Objectivo, ex-Kama Sutra) e Carlos Patrício (baixo). As influências do projecto eram Atomic Rooster, Colosseum, Santana, King Crimson, Gentle Giant, Uriah Heep ou Deep Purple.

 Em 2008 foi reeditado o álbum "Bota Fora" de 1975 que, na realidade, se trata de um trabalho da parceria Júlio Pereira/Carlos Cavalheiro, elementos dos Xarhanga. Eram incluidos na reedição em CD os dois singles da banda. Trata-se de peça fantástica do rock progressivo nacional, debruçado sobre as temáticas da guerra colonial, da independência das colónias e da liberdade mas que, verdadeiramente, não se tratava de um disco dos Xarhanga.

Para baixar estas maravilhas para o seu computador:

Xarhanga - Acid Nightmare + Wish Me Luck (ligação) 

Xarhanga - Great Goat + Smashing Life (ligação)

Júlio Pereira & Carlos Cavalheiro (ligação) 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Perspectiva

Os Perspectiva foram uma das bandas mais importantes do Rock progressivo português. Nasceram no Barreiro, nos anos 70 do século passado, como é logico.


Uma banda que não tem muita história para contar, a não ser a enorme importância que tiveram, e o contributo que deram para a implantação do rock em Portugal (continuo a dizer isto a todo a hora: passem-me nos colhões o tipico " o Rui Veloso é o “pai” do Rock em português") , pois sem a existência destes, e outros senhores como eles, o rock, em Portugal, era uma anedota.


Os Perspectiva gravaram, apenas, dois singles e nunca chegou a sair o tão anunciado LP “A Quinta Parte do Mundo” cujo a maqueta continua na posse de uns poucos guardiães que, por continuarem a sonhar após estes anos todos, ainda imaginam a possibilidade de ver os Perspectiva em cima de um palco outra vez
falência da Imavox (a editora) levou a que, hoje, os discos dos Perspectiva sejam raridades 

Os nomes desses músicos por ordem alfabética:
António Pinheiro da Silva: Composição, Guitarras e Flauta
Carlos Viana: Composição e Teclas
Firmino Pascoal: Percussão e voz
José Pereira: Composição, Guitarras e voz
Luis Miguel: Baixo
Raul Rosa: Percussão
Vítor Ferrão: Percussão
Vítor Real: Voz
Para quem quiser ouvir e descarregar a curta discografia dos Perspectiva(aconselho vivamente), fica aqui a ligação para o sitio.